[ #Oscar2018 ] As qualidades de "Dunkirk" de Christopher Nolan


"Dunkirk" de Christopher Nolan é o filme de guerra da vez no #Oscar2018. Se ano passado a Academia valorizou bastante a emocionante história de um homem que decidi ir para a guerra, mas sem nenhuma arma em "Até o último homem" de Mel Gibson, este ano a Academia volta seus olhares para um filme que não tem personagens com quais possamos definitivamente nos envolver emocionalmente, mas que apresenta uma situação de guerra desesperadora de forma quase impecável tecnicamente.

Este filme foi lançado no meio do ano de 2017 e fiz a excelente escolha de assisti-lo no cinema. Dentre os muitos filmes que assistir nas telonas, "Dunkirk" certamente foi uma das minhas melhores experiências. Enquanto que "Gravidade", por exemplo, me ofereceu uma experiência em 3D inesquecível; enquanto que "A Invenção de Hugo Cabret" me ofereceu uma experiência emocional com a sua metalinguagem; enquanto que "Jurassic World" me ofereceu uma experiência pipoca e nostálgica vibrante, "Dunkirk" entra nessa lista como um filme que me ofereceu uma experiência sonora e sensitiva impactante.

O filme, em sua base, é a história sobre o cerco de Dunquerque: local onde estava o exército formado pela Bélgica, França e Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial,cercado pelo exército alemão. O filme conta três períodos de tempo simultaneamente para mostrar como foi o resgate deste exército que contou principalmente com a ajuda de civis. Dentro desse contexto há uma série de personagens ou tentando fugir do cerco ou tentando salvar o exército. Ou seja, há uma história de alguns soldados em terra que dura cerca de alguns dias; há uma história de um civil que decide atravessar o canal da mancha com seu barco para auxiliar no resgate que se passa em um dia; e há a história de um piloto que age para quebrar os ataques aéreos alemão, história que se passa durante uma hora. O brilhantismo do roteiro consegue fazer uma interligação dessas histórias de forma coerente, ainda que confusa em alguns momentos.


Mas, veja, eu não consigo lembrar dos nomes dos personagens. Eu não lembro exatamente dos porquês. Mas, eu lembro perfeitamente da sensação criada por essas histórias, o sentimento de angústia por ver as coisas indo de mal a pior, o sentimento de impotência que eles carregam, lembro do sentimento de luto que permeia a narrativa. E, principalmente, eu lembro do suspense e do impacto criado pela trilha sonora, pela edição e mixagem de som.

A trilha sonora utiliza dos próprios sons de aviões caindo, dando rasantes, além dos próprios tiros e do movimento das hélices na sua melodia caótica. A trilha sonora possui um "tique taque" incessante que permeia todo o filme transferindo ao espectador a sensação de que há uma corrida contra o tempo. É um filme que diz muito a partir daquilo que seus elementos audiovisuais possibilitam. Não é um filme verborrágico como outros filmes do diretor. É um filme com pouquíssimos diálogos, com pouco desenvolvimento de personagens. O foco é a situação, o desespero da situação. É um convite para experimentar sensorialmente um dos momentos de guerra.


A cenas aéreas são espetaculares visual e auditivamente. Os tiros assustam. O inimigo não tem um rosto e sempre está a espreita. 
O que talvez falte a este filme é uma forma de se estabelecer um envolvimento emocional com seus personagens. A falta de desenvolvimento destes é proposital, e sinceramente para mim não fez falta alguma, porém para muitos isto pode ser um grande problema no momento de apreciar o filme. Esta é uma obra no qual é necessário que o espectador se engaje em viver aquilo, se desligue e se conecte a situação; que reflita: "se eu estivesse nesse situação, o que eu faria?". 

O filme foi indicado a 8 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor (Christopher Nolan), Melhor Trilha Sonora, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Mixagem de som, Melhor Edição de Som e Melhor Direção de Arte. Com chances reais nas categorias técnicas de som.


Para este que os escreve, "Dunkirk" é um dos melhores filmes de guerra já feitos. Sem se apelativo ou recheado de sentimentalismo brega. É um filme que traz algo de novo para o gênero e consegue oferecer algo inesquecível em termos de suspense e ação. Eu não entendo o porquê do hate com esse filme. É, para mim, um do melhores filmes do ano, sem dúvida.

Por Jônatas Amaral

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A FORMA DA ÁGUA // ME CHAME PELO SEU NOME //

[ #Oscar2018 ] "A Forma da água" (The Shape of Water, 2017): Por que tão aclamado?



As primeiras cenas de "A forma da água" (The Shape of Water) nos imerge em um ambiente que está entre o fantasioso e o real de forma muito tênue. São cenas que usam a luz, efeitos especiais digitais e práticos que oferecem um aspecto subaquático que são inesquecíveis. As primeiras notas da trilha sonora são tocantes. A direção de arte cria algo belo. A primeira cena de Sally Hawkins como Elisa é cativante; Octavia Spencer apresenta uma performance ótima como sempre. Guilherme Del Toro dirige e roteiriza o filme que oferece uma mensagem contra a intolerância envolva em um trama que envolve romance, estranheza, conspiração no meio de um Estados Unidos envolto na Guerra Fria. 

Resumi rapidamente as grandes qualidades do filme que, inclusive, foram lembradas pela Acadêmia de Artes Cinematográficas, que ofereceu a honraria de 13 indicações ao #Oscar2018: Melhor Filme, Melhor Diretor (Guilherme Del Toro), Melhor Atriz (Sally Hawkins), Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer), Melhor Ator Coadjuvante (Richard Jenkins), Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Figurino, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Direção de Arte.

Afinal, por que este filme se tornou tão aclamado e se tornando um grande favorito a receber a grande honraria do cinema?

Alguns podem se surpreender se souberem que "A Forma Da Água" foi o primeiro filme do diretor Guilherme Del Toro que assistir. Ele já foi responsável por filmes aclamados como "O Labirinto do Fauno", "HellBoy" e "Colina Escarlate", filmes estes que tem forte apelo para a fantasia e para a criação de monstros inesquecíveis. É um diretor mexicano que há tempos vem produzindo coisas incríveis e histórias inesquecíveis, segundo muita gente. Eu mesmo, no momento, só posso avaliar pelo filme em questão.

Michael Shannon, Sally Hawkins e Octavia Spencer
"A Forma da Água" se torna algo memorável inicialmente pela sua trama central: Um mulher muda que se apaixona por um homem anfíbio. Elisa é a faxineira de um laboratório secreto do governo, e tem na sua amiga Zelda e no seu amigo Giles um porto seguro. Esses personagens estão inseridos em um contexto histórico recheado de intolerância e preconceito, de ânsia pelo poder, por controle e supremacia cultural. Uma mulher muda, um homem gay, uma mulher negra e um anfíbio são os personagens que nos conduziram por uma trama que desenvolverá de forma lúdica, sensual, assustadora e eletrizante em momentos diversos durante a narrativa.

Sally Hawkins (Elisa)
É de se esperar que em um filme de fantasia não haja uma preocupação de que tudo seja muito bem lógico, contudo o filme desenvolve o romance de Elisa com a criatura de forma muito rápida, o que não a torna tão verossímil logo de cara. OK. Um romance desses já não seria verossímil e de fato é complicado tornar isso lógico. É verdade e não estou dizendo que ele não se torna verossímil, apenas acredito que toda a relação acontece de forma um tanto acelerada no primeiro ato do filme. Fiquei um tanto em dúvida para onde o filme iria. Onde ele queria chegar com essa história?


É neste ponto que é necessário falar daquilo que chamo de 'inserções' no roteiro. Essas inserções são breves cenas e diálogos que nos transportam para coisas do nosso cotidiano, conflitos da sociedade que fazem toda a história fantasiosa ter um significado, um sentido. Questões como racismo, homofobia, machismo são inseridas no roteiro e ajudam a contar a história romântica que a meu ver tem como tema principal a mensagem de tolerância, respeito e humanidade.

"The shape of water", portanto, é um filme belo e como entretenimento é muito bem realizado, além disso é um filme importante para o momento em que vivemos, sendo uma linda metáfora sobre o que nos faz humanos. Em uma entrevista, o diretor conta que esta história é uma das suas histórias mais pessoais e conversa muito com aquilo que ele mais se preocupava aos 53 anos. É um filme que não teria base nas ideias da infância, mas nas preocupações deste como adulto. Confira AQUI!

Guilherme Del Toro (Diretor) e Doug Jones (Homem Anfíbio)
Se pararmos para pensar, o filme é um daquelas obras primas cinematográficas de um diretor. Seja nos aspectos visuais e técnicos, seja no roteiro e nas atuações, tudo é muito bem realizado. Ainda que o final te deixe um tanto sem respostas ou que não seja aquilo que queríamos, este nos transporta para um mundo da fantasia, mas que nos faz pensar sobre o nosso próprio mundo real. O cinema é uma dessas artes de escape da realidade que pode nos fazer pensar e mudar a realidade.


Estes e outros muito motivos tornam este filme memorável e tão aclamado. Ainda que ele não seja meu favorito pleno da temporada, este com certeza é um dos mais belos filmes do ano e que merece sim todo o crédito e elogios do mundo.

Por Jônatas Amaral


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DUNKIRK // ME CHAME PELO SEU NOME // 





[ #OSCAR2018 ] "ME CHAME PELO SEU NOME" (CALL ME BY YOUR NAME, 2018): Sinta a atmosfera mudando...


"Me chame pelo seu nome" é um convite para lembrar histórias de amor. Sabe, você pode ter a opinião que for sobre o romance apresentado neste filme, mas nada tira dele a beleza de mostrar o nascimento de um amor platônico e como amadurecemos quando finalmente o conhecemos da forma mais intensa e sensível possível. De imediato posso dizer que este filme me comoveu por duas coisas: 1) Pela sua atmosfera e 2) pelo seu sensível final.

Temos aqui um romance de verão, em algum lugar Itália, ali pelos anos 80. Élio (Timothée Chalamet) empresta todos os anos seu quarto para os visitantes de pós-graduação que passam a temporada ajudando os seus pais universitários. Contudo, a chegada de Oliver (Armie Hammer) faz aquele ser um dos mais inesquecíveis verões da vida do rapaz. Aos poucos um romance vai surgindo entre os dois e, não se engane, esse é um amor vívido de forma intensa.


Quero lembrar-lhe que este é um texto crítico, mas com um quê de subjetividade latente. Assim como quero lembrar-lhe que em alguns momentos comentarei algumas cenas, mas tentarei ao máximo não dar spoilers, caso aconteça, eu avisarei.

Escrevo este texto algumas semanas após ter assistido ao filme e percebo que ele foi sendo digerido aos poucos na minha mente. Achei que seria um filme esquecido facilmente por mim, porém não. Vez ou outra me pego voltando aquele pequeno paraíso na Itália e sentindo aquela sensação de marasmo e do tempo passando devagar. Dessa forma, considero este um dos grandes trunfos do roteiro, direção e direção de arte deste filme: ele te leva para aquela atmosfera, as músicas são suaves e veronescas (se é que essa palavra existe). 

Quando vi o filme pela primeira vez sentir que o filme se arrastava um pouco para chegar onde deveria chegar, agora já repenso isto. Talvez a história devesse se arrastar, precisa-se de um tempo para acontecer. 

Logo que vi o filme, algumas pessoas me perguntaram imediatamente sobre as cenas mais quentes. Sinceramente, por que tudo precisa ser sobre sexo? O filme possui uma sexualidade e uma sensualidade latente, mas ao mesmo tempo não é sobre isso ou pelo menos não é só sobre isto. Acredito que "Call me by your name" seja sobre descobertas, sobre admiração e sobre amor.

Aqui faço um alerta de SPOILER. 


O final do filme pode fazer pensar a algo triste como um amor que não perdurou, mas não que não tenha sido vivido, entende? Todos nós temos aquelas primeiras histórias de amor que talvez não se tornaram casamentos, namoros, mas foram amores que foram vividos. 

Existe uma cena que, justamente dá nome ao filme, em que vejo perfeitamente aquela admiração mútua em deixa transparecer que um quer ser o outro pelo menos por um tempo. Viver a vida do outro por um tempo, porém juntos.

Existe uma outra relação amorosa entre Élio e uma moça que também é definidora e marcante no verão do rapaz. Ou seja, foi um verão definitivamente muito marcante na vida de um rapaz de  17 anos.

O final do filme mostra aquele garoto solitário na frente da lareira, uma das cenas mais tocantes que eu já vi em um filme. Eu me emocionei com toda as sequências finais que vão desde uma conversa linda de Élio com o pai sobre sobre a vida e suas escolhas, até uma ligação de Oliver, até a derradeira cena da fogueira. Timothée Chalamet só por esta cena você já merecia a sua indicação ao Oscar.


Fim do Alerta do spoiler.

Por fim, quero destacar que talvez esse fosse um filme que muitos diriam para eu não ver. Sinceramente, gostei muito assistir esta história ainda que eu não consiga entender determinadas coisas e determinados sentimentos e fantasias expostas no filme, mas ser levado para aquela atmosfera e história por duas horas foi algo belo cinematograficamente.

O filme foi indicado a Quatro Oscars: Melhor Filme, Melhor Ator (Timothée Chalamet), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original ("Mystery Of Love" by Sufjan Stevens). Acredito que as melhores chances do filme nessa edição esteja nas categorias de roteiro e canção original. Porém, aqui temos quatro indicações justíssimas.

O filme segue em cartaz no Brasil em muitos cinemas. Aos Leitores de Belém, fiquem atentos que o filme entra em cartaz dia 15 de fevereiro no Cine Líbero Luxardo, no Centur.

Por Jônatas Amaral

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A FORMA DA ÁGUA // DUNKIRK // 

[PLAYLIST] O Meu 2017 em 12 músicas: uma retrospectiva



2017

Posso dizer com total certeza do mundo que este foi o ano mais dificíl que já vivi. Foi um ano com experiências e momentos inesquecíveis e muito esperados, melhores do que o esperado. Um ano muitas vitórias.

Da mesma forma foi uma ano de mudanças e muitas tristezas. Foi um ano em que pela primeira vez eu sentir minhas bases completas quase caírem por completo. Foi um ano de novos começos e de muitos fins.

Quando eu parei para pensar em tudo em que eu vivi este ano algumas músicas vieram a minha mente e que de alguma certa forma traduzem o que eu aprendi, o que eu sentir ou mesmo foram trilha sonoras de momentos importantes dessa história.

Someone in the Crowd - La La Land


Eu poderia dizer que o inicio do ano foi mágico! A trilha sonora de 'La La Land' por inteiro me acompanhou ao longo de quase três meses. Foi a primeira vez em que assisti mais de 50% dos filmes indicados ao Oscar. Tudo misturado a preparação do meu Trabalho de Conclusão de Curso que só ficou pronto faltando uma semana para o prazo final. Contudo, a canção "Someone in the Crowd" continua sendo aquela que se tornou parte da trilha sonora da minha vida, seja por sua letra que afirma que estamos prontos para ser encontrados por alguém na multidão, seja pela sua melodia que tanto me incentivou a me manter feliz e confiante. 

O TCC foi excelente e como fico feliz de lembrar desses momentos de conquista!


US - REGINA SPEKTOR


É uma música linda que me faz lembrar de um Abril inesquecível de muitas lembranças que ficaram guardadas apenas em minha memória. Nunca poderão ser escritas ou narradas. Existem memórias que são assim. Essa canção inspirou uma das histórias mais lindas que já escrevi. Ela esteve presente na minha ida ao cinema ou pequenas idas e vindas de carro. É um suspiro romântico antes do inicio das batalhas.


Youth - Daughter


Eu conheci essa canção em um momento muito oportuno. A conheci por meio da comoção em torno da série "13 Reasons Why" que por sinal foi um daqueles outros momentos de preparação para batalha. Assisti a série com um amigo, mas a canção eu escutei sozinho. A escutei muitas vezes durante os meses que se seguiram. Principalmente no mês de Maio.

Maio. O mês que tudo mudou. Talvez o mês mais difícil a minha vida. Todos nós teremos momentos em que estaremos completamente abatidos e sem forças. Querendo desistir de tudo. Sem chão. Sem saber o que fazer. Sem querer ouvir ninguém, mas ao mesmo tempo querer o máximo de pessoas que ama perto de você.

Maio foi um mês em que eu disse a mim mesmo: Não dá mais pra continuar assim! A ilusão me levou por caminhos que me matariam. O que fazer? As vezes, vamos ter ajuda para sair da profundidade dos poços, mas temos que lembrar que, as vezes, nós causamos as quedas e cabe a nós decidir ficar no chão ou levantar.

Malibu - Miley Cyrus // Something Just Like This - Coldplay & The Chainsmokers 


Então, chegamos a Junho. As coisas haviam se acalmado, mas dentro de mim e até hoje elas continuam um pouco embaralhadas. Contudo, Junho me trouxe alguns detalhes inesperados.

Fazer outra graduação? Mesmo tendo acabado de terminar uma? Parece loucura. Até hoje parece. Mas eu aceitei e escolhi por mim mesmo, quase solitariamente, aceitar este novo desafio.

Não seria fácil, eu precisei abrir mão de muitas coisas que eu poderia fazer. Assumi uma responsabilidade diante de muitas pessoas.


Naquele novo lugar, vislumbrei algumas pessoas que começariam se tornar importantes nos meses seguintes, de alguma forma. E eu não estava procurando pessoas com super poderes, mas relembrei que elas existem.

Eu nunca fui um super herói, mas decidi que eu precisava ser quem eu era. Eu sou aquilo que a Liberdade diz que eu sou.

Foi então que Julho chegou!


WE ARE THE CHAMPIONS - Glee Cast


03 de Julho de 2017.

A minha maior vitória em quatro anos. Uma das minhas maiores conquistas. Um dos melhores dias: O dia da minha formatura.

Eu não tenho palavras para descrever esse dia. Chega eu me emociono só de lembrar. A canção "We are the Champions" descreve um pouco do meu sentimento! Estava todo mundo ali. Meus amigos, minha família, amigos antigos e novos! Minha célula!

Fui o orador da turma. Um sonho conquistado!


Só quero ver você - Laura Souguelis e Felipe Hitzschky 



Porém, Julho ainda reservava muitas coisas.

Perdemos uma pessoa muito querida. Perdemos um amigo. Mas, temos a certeza que ele está ao lado do Pai. O Maicon foi alguém muito importante para muitas pessoas. E até para aqueles que nem eram tão íntimos dele. Ele foi importante pela sua alegria, determinação e amizade. Ele nunca será esquecido por todos aqueles que o conheceram.

Em Julho, eu fui em uma mesma semana da alegria incrível para tristeza e para alegria e para tristeza em algo que eu nunca vivi. Mas, me abriu a mente para dizer: Eu preciso confiar em Deus. Porque em todos os momentos eu podia senti-lo agindo. Eu precisava, com muito mais força, aprender a confiar. Foi o momento em que eu percebi que tudo o que eu mais precisava era ver a Deus.

Eu não imaginei que essa canção se tornaria um lema, uma oração para tantos a minha volta. Em Outubro, ela se tornou a música chave do maior evento da minha igreja: O Retiro de Jovens. O soar dessa música ecoou por muitos e muitos dias. E essa oração tem sido, a cada dia que passa, mais forte e mais real na minha vida e na vida das pessoas a minha volta.


MILLION REASONS - Lady Gaga


Voltando um pouco ao mês de agosto. Essa música se tornou parte da minha trilha sonora por muitos motivos.

Cada amizade é única e são construídas de formas distintas. Nunca sabemos onde ela vai dar. Mas podemos sentir que naquele momento elas se tornam importantes por nos ajudarem a ver coisas dentro de nós que não sabíamos ver ou não conseguíamos alcançar.  Não irei citar nomes, mas cito as iniciais. Obrigado A.V. por muitas coisas, mas principalmente pela sinceridade, pela sua amizade e por me apresentar a essa canção.


O Tempo -  Preto no Branco


Quando eu voltei do retiro, ali no final de outubro, essa canção foi lançada. Ela se tornou um oração na minha boca. Porque ela dizia a mim que tudo estava mudando. Reafirmando que eu precisava confiar no tempo de Deus. Não podia meter os pés pelas mãos. Em Novembro, tive mais um baque, mas nunca foi tão bom ver uma resposta de oração ser respondida tão rapidamente e de forma tão clara. E ouvir aquela voz que soa dentro de nós dizendo: Espera e Confia.

Se somos nós que causamos muitas de nossas quedas, precisamos aprender a andar de outro jeito.

TANTO FAZ - Priscila Alcantara



E foi nesse mesmo contexto que "Tanto Faz" se fez presente. Porque ela dizia algo que eu não conseguia exprimir em palavras: "Nada mais importa, porque você preenche o meu ser. Nada mais importa, porque você foi a melhor porta que me abriu".

Eu vou dizer para você: de todas as propostas que eu tive, Viver na presença de Deus sempre foi a melhor de Todas. Ele sempre esteve comigo mesmo naqueles momentos de maio, naqueles momentos de julho, naqueles momentos de novembro de 2017. Em todos os momentos.

This is me - The Greatest Showman


E, finalmente, chegamos a dezembro. Foi quando eu assistir ao filme "O Rei do Show" e escutei esta canção que reflete o que está dentro de mim. Todos nós temos um momento em que precisamos nos encontrar dentro de nós mesmos, de nos ajeitar, de deixar nosso coração ser lapidado e passar a amar o que nós somos aqui dentro. A Liberdade me chamou de canto e disse assim: Não deixe ninguém te dizer quem você é, você é o que você ver em mim. Por isso, preparem-se porque eu venho marchando no meu ritmo, não vou ter medo de ser visto. Sou corajoso, um tanto machucado, eu sou assim. Mas quando as palavras afiadas quiserem me alcançar, eu vou afoga-las. This is me.

Bonecos de Plástico - Palankin



Essa então é a última canção. Aquela que une todas. "Bonecos de Plástico" é a canção que diz tudo e que resume o meu ano de 2017  e que diz o que quero para 2018 e para a toda a vida. Foram coisas que eu pensei, coisas que eu sentir, coisas que decidir expostas em uma música que me impactou profundamente.

2018 chega em algumas horas. E sou muito agradecido a Deus pelo ano de 2017 por mais difícil que tenha sido, afinal todos nós precisamos de desertos. 2017 me ensinou em profundidade a aprender a confiar, a valorizar amizades, a entender o outro, a valorizar os momentos e viver um pouco mais.

Por Jônatas Amaral


[ #OSCAR2018 ] "O REI DO SHOW' (The Greatest Showman, 2017)


Que fique claro:  eu amo musicais! É um gênero pouco realista e escapista. A música é fundamental para o desenrolar da história; os personagens se expressam por meio de canções. Nem sempre isso se torna orgânico e agradável, mas você reconhece um bom musical quando você é imerso naquela história por meio dessas canções. É um bom musical quando a música avança a história. “O Rei do Show” é um bom musical que merece ser visto no cinema. É um espetáculo visual e auditivo, não inovador, mas eficiente para lhe oferecer aquilo que talvez precisamos de vez em quando: emoção, sorrisos, amizade e uma boa ilusão.

“The Greastest Showmen” ou “O Rei do Show” narra a história de Barnum considerado um dos Pais do Circo Moderno. Depois de perder o emprego, Barnum decide colocar em prática seus sonhos de infância e criar o ‘ShowBusiness’. Através de métodos questionáveis diante da lei ele consegue um empréstimo e abre um grande espetáculo de... curiosidades? De humanos diferentes? E com um pouco de malandragem, imaginação e um tanto de orgulho começa uma jornada de ascensão social que irá lhe trazer benefícios, mas também muitos erros e perdas.


A cena de abertura é impactante e já dá ao expectador o tom do filme: imaginativo, vivo, dançante e emocionante! É como um convite para vislumbrar um espetáculo. A própria composição dos planos do filme lhe dará a sensação de está na platéia daquele anfiteatro assistindo histórias de erros e acertos de um personagem questionável, a história de amor de um burguês com uma trapezista, a força de uma esposa e os sonhos de suas filhas, o nascimento de uma família entre pessoas que viviam escondidas.

Barnum (Hugh Jackman) e Charity (Michelle Williams)
Os números musicais são belos e pop. As canções são fáceis de se aprender, muito parecido com as composições do badalado “La La Land”, afinal são os mesmos compositores. Quatro canções se destacam: “The Greastest Show”, “Never Enough”, “Rewrite the stars”, mas o grande destaque é “This is me”. Ela carrega uma mensagem válida e que guardamos no coração ao final da exibição. É uma música de empoderamento inserida em um momento muito forte do filme em que temos renegação, onde aqueles seres humanos são tratados como objetos, apenas como atrações.

 Esse é um tema que é pincelado pelo filme inteiro, mas suavizado até por conta do público que o filme quer alcançar.  Na verdade, vários temas são suavizados pelo roteiro, mas é justificável até determinado ponto já que o filme não quer ser ‘pesado’. Ele quer te mostrar que isso acontecia, mas ser leve no tratamento deste temas, ou seja, não é um filme biográfico que tem um pé na realidade. É fantasioso, é bem familiar, mas não deixa de ser forte e emocionante. Você entende o drama daqueles personagens, pelo menos os que têm certa voz no roteiro. Esse talvez seja um problema, as “atrações” são bem coadjuvantes, logo nem todos possuem uma voz forte e que mostre suas personalidades, com exceções de Anne (Zendaya), Lettie (Keala Seattle) e Tom (Sam Humphrey).

Jenny Lind (Rebecca Fergurson)
Zac Efron e Zendaya possuem um bom número musical que visualmente é incrível de ver. Hugh Jackman é sensacional em musicais e nesse continua tão bom quanto. Michelle Williams está muito bem e mostra delicadeza e força em cena. Agora, Rebecca Ferguson com sua Jenny Lind protagoniza uma das cenas em que o cinema inteiro parou para escutar, pairou um silêncio arrebatador na sessão onde eu estava. O roteiro cria uma expectativa para essa cena que é muito bem realizada e emocionante quando acontece. Você tem que assistir.

Por fim, não é o melhor musical já feito. Muito menos o mais inovador. Mas, é um dos mais bonitos que eu já vi. É alegre e envolvente. Ele não deixa de mostrar os defeitos dos personagens. Barnum era um trapaceiro e você pode questionar se ele era um sujeito bem intencionado em muitos momentos, já que ele utilizava do preconceito das pessoas e de falsas ilusões para ganhar dinheiro, em determinado momento seu orgulho chega a falar mais alto. Acontece que o roteiro te leva para um lado menos escuro da realidade e te oferece um escape da sua realidade, ao mesmo tempo que te faz pensar por alguns minutos sobre o quanto não devemos depreciar as pessoas, mas sim valorizar as diferenças. O próprio personagem passa por essas quedas devido o seu comportamento e trato das pessoas. Um musical tem essa capacidade de nos levar para um espetáculo imaginativo e nos manter ao mesmo tempo na nossa dura realidade.  


Anne (Zendaya) e Phillip (Zac Efron)
Por esses e muitos outros motivos, eu indico você aproveitar esse filme no cinema, mas quando ele sair de cartaz assista e reassista novamente. O filme foi indicado a 3 Golden Globes na categorias de Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Ator (Hugh Jackman) e Melhor Canção Original ('This is me') e foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original. É um espetáculo que você não pode perder. 



Por Jônatas Amaral


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